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What Has the Bird Done?

SOFIA BJORKMAN

Comentei a um amigo que eu achava difícil fazer algo que parecesse

selvagem e ele respondeu: “Eu saí para procurar chifres e, quando voltei,

encontrei tudo em uma confusão. Eu me pergunto o que o pássaro fez.”

Depois, eu fiz algumas jóias e mostrei-as para um fotógrafo. O fotógrafo

perguntou: “O que você fez?” e eu respondi: “Gostaria de saber o que fez o

pássaro. Você pode me dizer?”

Desde os tempos pré-históricos a vida selvagem e a natureza selvagem tem

sido importante para a joalheria, como matéria de significado simbólico.

Ossos, dentes, pedras, conchas foram transformadas em jóias, nos situando

geograficamente, relacionando fauna, dieta, crenças e comportamento.

Religião, cultura, geografia, origem, relações sociais desempenham um

grande papel em nossa percepção de selvageria. Por exemplo, da Bíblia (a.C

2708) podemos entender que a “selvageria significa o não habitado e não

cultivado no sentido espiritual, onde não há o bem e a verdade, e também

onde a verdade ainda não é combinada com o bem. Em contradição,

podemos entender na sociedade contemporânea o que é selvagem, como

algo que rompe as normas, é cheio de energia, algo que é legal, que está no

limite ou é inovador, da mesma forma que espera-se que a arte e os artistas

sejam. Além disso, a crescente poluição do nosso ambiente, onde materiais

sintéticos tornaram-se parte da paisagem natural, pode existir uma discussão

em torno de quem somos hoje, e o que nós pensamos que é considerado

selvagem, o que é comportamento selvagem, estilo selvagem, olhar

selvagem, natural-artificial, precioso e não-precioso.

Quando é que vamos explicar quando é nobre e quando consideramos

bárbaro?

Além disso, o que nós estamos falando ao usar as palavras processamento e

upcycling enquanto fazemos e criamos? O desenho livre é libertador, mas é

selvagem? Em qualquer tentativa de descrição do selvagem, esconde-se

infinitamente algo além?

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